| Um dos momentos mais emocionantes na participação do Brasil, aliás, foi a superação de um trauma do quase. A seleção feminina de vôlei, que por quatro anos teve de conviver com a fama de amarelona, conquistou um ouro inédito numa campanha quase irretocável: sete vitórias em sete jogos, com apenas um set perdido. |
Na comemoração, não houve como esquecer as críticas recebidas nesse período. Mari e Fabi fizeram gesto pedindo silêncio em frente às câmeras. E o técnico Zé Roberto declarou:
- A nossa medalha é amarela, mas é ouro.
A cena é recorrente. Vitórias importantes no vôlei costumam espalhar jogadoras em volta das câmeras de TV. Encher o pulmão e deixar explodir a alegria de um ouro olímpico, contudo, não é tarefa para qualquer seleção.
Pelo chão da quadra em Pequim, as jogadoras se misturavam em choro, sorrisos, gritos e desabafos. José Roberto Guimarães, único técnico a conquistar o ouro no masculino e no feminino, ajoelhou-se e agradeceu. Os abraços exorcizavam mais de uma década de angústia.
Com a vitória por 3 a 1 sobre os Estados Unidos (25/15, 18/25, 25/13 e 25/21), o ouro, enfim, pertence à seleção brasileira. Pouco importa que o time perdeu um set pela primeira vez nos Jogos, porque agora existe algo muito maior a celebrar.
A festa tomou formas diversas. Antes de ser lançada para o alto pelas companheiras, a levantadora Fofão se derramou em lágrimas no ombro do técnico. Fabi e Mari, com o grito contido na garganta, pediram silêncio aos críticos. Enroladas em bandeiras verde-amarelas, as campeãs olímpicas vibravam, às vezes sem rumo, até encontrarem alguém para abraçar.
Fotos e resumo: GLOBOESPORTE.COM |