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  Por: Luiz Claudio Motta Lima
Fotos: Acervo Pessoal
 
 
 

Atualmente, alguns festivais e mostras do Brasil e do mundo estão, cada vez mais, exibindo filmes realizados por jovens e crianças cineastas. Entre os dias 26 e 29 de junho de 2009 participei do festival Câmera Mundo, em Rotterdan, Holanda. Na ocasião eu acompanhava a minha filha de 9 anos Laura Bezerra Lima, que realizou sua primeira animação, “O Sol e a Chuva”, quando tinha 7 anos. Esta animação foi selecionada para diversos festivais, entre os quais: VideoForum da Mostra Geração/Festival do Rio 2007; Animamundi, 2008; Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, 2007.

O festival Câmera Mundo, realizado pela ONG CaraMundo, exibiu vários filmes independentes, entre curtas, médias e longas. Os filmes de Eduardo Coutinho foram exibidos em uma sessão especial em homenagem ao cineasta. A animação da pequena cineasta foi exibida de igual para igual na mostra competitiva, juntamente com outros cineastas independentes brasileiros.

 
 

A secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura custeou a passagem da cineasta e mais um acompanhante e o festival cuidou da estadia e alimentação. Este tipo de iniciativa valoriza a realização das crianças que poderão ser no futuro os grandes cineastas que representarão o país em festivais e mostras do mundo todo. Além disso, contar uma história através de um produto audiovisual possibilita a criança desenvolver várias habilidades, entre as quais podemos destacar: Organização; Melhora na escrita; Desenho; Entre outras.

Além do “Sol e a chuva”, “A Turma dos Planetas: Episódio 9 - Posso ser um Planeta” e “Histórias de uma Boneca de Pano” também estão seguindo uma carreira promissora nos festivais e mostras. As três animações foram exibidas para alunos da rede pública de ensino na Segunda Mostra Subúrbio em Transe de cinema Suburbano, que aconteceu no cinema Ponto Cine, em Guadalupe, entre os dias 11 e 19 de setembro.

Laura B. Lima e o cartaz  
 
 
Abertura da II Mostra Subúrbio em Transe de Cinema Suburbano.   Alunos da Oficina de Vídeo em ação.
 
A rede pública municipal de ensino também vem possibilitando a seus alunos participarem de oficinas de audiovisual. No Núcleo de Arte Grécia, na Vila da Penha, os alunos têm a oportunidade de participar de uma oficina de criação audiovisual, onde já foram produzidos mais de 50 animações, documentários e ficções de curta-metragem, além de um longa-metragem. Muitos dos trabalhos realizados participaram de diversos festivais e mostras.
Iniciativas como essas nos faz refletir sobre a utilização do audiovisual como ferramenta importante no ambiente escolar, que é um espaço para criação e reflexão, possibilitando às crianças a realização de suas produções audiovisuais.
 
 
 
 
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